sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mudança



Há tempos não passo por aqui. Às vezes entro, olho, penso no que gostaria de escrever, e vou embora. Não entendam como preguiça ou desleixo, mas em certos momentos temos tanto a falar que o melhor é calar. Por isso, retomo minhas postagens nesse blog falando de mudança, algo que pode acontecer nos aspectos físicos, emocionais, sociais... Só que hoje eu retrato a mudança no mais puro sentido da palavra: a mudança de casa.

No final de 2011 Paulo e eu decidimos morar no bairro Gardênia Azul, RJ, por ficar mais próximo da Barra da Tijuca, onde trabalhávamos. Só que eu parei de trabalhar depois que a Amanda nasceu, e menos de um ano depois ele foi para uma empresa no Riachuelo, próximo ao Méier. Então não havia mais sentido ficar ali. Além disso, vida de apartamento é muito complicada para o nosso estilo de vida. Nosso cachorro Naruto vivia preso em um corredor minúsculo, e só tínhamos tempo para passear com ele aos finais de de semana. Nossa filha Amanda começava a andar e não podia sair de casa, pois não tínhamos espaço. Sim, precisávamos de uma nova casa urgentemente.

O problema é que é muito difícil alugar uma casa no Rio de Janeiro. E quando você encontra, é um absurdo de tão caro. Pesquisamos em vários bairros do subúrbio: Madureira, Cascadura, Marechal Hermes, Méier, Riachuelo... Além disso, tínhamos que contabilizar as despesas com a creche, pois eu voltaria a trabalhar. Foi aí que uma solução totalmente inesperada surgiu...

A prima do Paulo queria alugar a casa dela em Santa Cruz, para alugar outra mais próxima do centro do bairro. Então vimos com a minha sogra (que mora próximo) se ela gostaria de deixar o atual emprego para cuidar da nossa filha, e manteríamos o salário e os benefícios que ela tinha. Pronto! Conseguimos uma casa espaçosa para nossa família e uma pessoa amorosa para cuidar da nossa bebê.

Paulo embalou as nossas coisas praticamente sozinho. Desmontou os móveis, separou as caixas, enquanto eu ficava com nossa filha na casa da minha mãe em Nova Iguaçu, para ela não ficar na poeira. Um dia antes da mudança, fui para a emergência com a Amanda. Febre alta, falta de apetite e vômitos causados por uma dermatite (conhecida também como assadura). Depois de medicada, voltamos para a casa da minha mãe com a ideia de cancelar tudo. Mas não. Nossa mudança aconteceu no dia 07/06/2014, com atrasos e contratempos. Porém, hoje tenho a plena convicção de que foi o melhor a ser feito.

Então, nestas duas semanas de casa nova, vi meu filho canino Naruto dormir com a barriguinha no sol, vi Amanda brincar com ele no quintal, vi meu marido ouvindo música alta (que no apartamento não podia) e todos nós esparramados no chão da sala, que tem espaço para isso. Se alguém me perguntar o que é felicidade, eu digo: estar com quem se ama, independente de onde seja. Este é o sentido de lar. E é sobre isto que eu tive vontade de escrever hoje.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A polêmica do sexo



Sexo. Por que as pessoas ainda têm vergonha ou medo de dizer esta palavra? Me fiz esta pergunta quando iniciei uma reflexão sobre o tão polêmico assunto.  Lembro que descobri o que era de fato um ato sexual quando uma coleguinha me contou o que tinha visto em um filme que seu pai comprara. A partir deste momento percebi que o sexo estava em todos os lugares, muitas vezes mascarado por apelidos, românticos ou bizarros. Mas para uma filha de militar, o assunto sempre foi extremamente proibido.

Não estou iniciando nenhum movimento a favor da promiscuidade. Apenas acredito que, quanto mais somos honestos com os outros, mais temos chances de tomar as decisões certas.  E, muitas vezes, os pais são negligentes em relação à educação sexual dos seus filhos, levando-os a buscar informações com os colegas e na internet. Se você é tão preocupado com os princípios morais e éticos dos seus filhos, porque não ensiná-los também princípios sexuais? Imaginem se os rapazes aprendessem com os pais que, transar com qualquer uma por diversão podem levá-los a contrair doenças, como a AIDS? Ou que as moças podem dizer NÃO sim, se o cara não tiver uma camisinha na hora? Tantos problemas como a gravidez na adolescência, DSTs e famílias destituídas poderiam ser evitados.

E por que a foto da Sandy neste post? Bem, quando eu era mais nova e fã da dupla Sandy & Junior, meu pai a admirava como símbolo da “filha perfeita”, e sempre dizia para eu me inspirar nela e nos seus princípios. Só que, desde o início do ano, surgiram contradições a esta imagem. Primeiro, fazer parte de uma campanha de cerveja (bebida alcoólica!) cujo produto tem o nome Devassa (uau!).  E recentemente, a tão falada entrevista para a revista Playboy (que meu pai nunca me deixaria ver) declarando que é possível ter prazer anal (sem comentários...). O que há de errado nisso? Nada. Ela não é mais a menininha cantando “Maria Chiquinha”, assim como eu não sou mais a garotinha do papai.

Meninas crescem. E se tornam mulheres adoráveis!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Conquistando o primeiro cliente: seu funcionário!



(Texto publicado no Blog Insighting)

Vender. Não importa se é um produto, um serviço ou uma informação, este é o verbo mais utilizado nas empresas. Acontece que, quando nos preocupamos muito em transmitir uma boa imagem para o público externo, não podemos esquecer quem está no nosso dia-a-dia. Funcionário, empregado, colaborador... Não importa como é chamado, ele é parte importante e imprescindível no relacionamento com seus clientes. Antigamente as ações com os funcionários eram responsabilidade exclusiva da área de Recursos Humanos da instituição. Hoje os comunicadores entram neste mercado para trabalhar em parceria com o RH. Afinal, quem melhor que um comunicador para lidar com este público?

Em um curso que fiz sobre Comunicação Corporativa, ouvi o jornalista e publicitário Marcelo Bernstein dizer que “vender conteúdo para o público interno é integrar imagem, valores, comprometimento, produtividade e fidelização, e transformá-los em informação e motivação”. Ou seja, quando o funcionário tem um bom conhecimento do negócio da empresa que trabalha, torna-se bem mais fácil motivá-lo. Estes funcionários fiéis terão mais comprometimento com o trabalho, indicarão os produtos/serviços aos amigos, irão advogar pela empresa e serão também consumidores. Quem não tem orgulho de sair nas ruas com a camisa da sua banda favorita ou do time do coração? Acredite, isto também pode acontecer com a sua empresa!

Eu particularmente já vivi os dois lados da moeda. Trabalhei em uma empresa do ramo varejista onde a imagem corporativa estava muito desgastada. No período em que fiquei nesta empresa não conheci uma única pessoa que vestisse verdadeiramente a camisa, e a maioria que saía iniciava um processo trabalhista contra a mesma. Muito triste... Por outro lado, trabalhei recentemente em uma empresa do ramo editorial completamente diferente. A comunicação interna era impecável, desde jornais murais a notificações por email, agregadas de concursos culturais e parcerias com universidades, farmácias e outros. Lá os funcionários tinham orgulho de fazer parte do grupo, e além de benefícios contratuais como plano de saúde e seguro de vida, a empresa também oferecia 50% de desconto em produtos da marca! Um lugar muito bom para se trabalhar!

Portanto, para uma comunicação interna mais produtiva, deixe seus funcionários a par de tudo que estiver acontecendo, seja uma nova campanha publicitária, o lançamento de um produto ou novos investimentos em áreas de uso comum (como o refeitório ou a sala de descanso). Promova eventos para integrar diversos setores e também um bate-papo com um diretor ou um representante do alto escalão da empresa, para que seu grupo sinta o quanto são importantes. Permita que seu funcionário seja consumidor de seu produto, através de descontos ou condições facilitadas, e com certeza ele indicará à família e amigos. Mostre que a visão e a missão da empresa são colocadas em prática no seu cotidiano, e mantenha um ambiente harmonioso e feliz.

E você, está feliz onde trabalha? Sente-se motivado, participativo, produtivo? Você indicaria a empresa que trabalha para outras pessoas? Pense nisso.

Abraços!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Personagens – Aliando fantasia à realidade


(Texto publicado no Blog Insighting)

Olá!

Continuando o papo sobre Marketing Infantil, vamos analisar o tipo de comunicação utilizada para os pequenos. Facilmente identificamos as seções infantis das lojas, seja qual for o segmento, pelo colorido de suas embalagens, que são o grande foco. Mas além disso, a utilização de personagens pode colaborar significativamente no fortalecimento da marca. Isso porque, para crianças na fase de quatro a sete anos de idade, aproximadamente, os personagens serão muito mais eficientes que marcas tradicionais, pois só eles são compreendidos. A partir dos 7 anos, quando as crianças são alfabetizadas, surge a capacidade de compreender a linguagem simbólica, mas o interesse por personagens continua até a adolescência, onde geralmente é trocada por personalidades ou ídolos da TV e do esporte.
               
Algumas empresas optam pelo licenciamento de personagens conhecidos, onde a escolha é feita pelo grau de relevância dos conceitos associados a ele e o seu reconhecimento pelo público. Outros são criados exclusivamente para a marca, como o palhaço Ronald Mc Donald, que todo mês traz novidades no Mc Lanche Feliz.
               
No ramo editorial, destaca-se a Luluzinha Teen e sua turma, que além da revista mensal, mantém contato com os leitores através do seu blog e dos seus perfis nas redes sociais. Esse relacionamento é importante para aproximar o público-alvo do produto e para dar continuidade  às aventuras vividas nos quadrinhos, além de criar a fantasia que a personagem realmente existe!

Portanto, para desenvolvermos um personagem de forma profissional, devemos determinar:

- sua personalidade: os traços correspondentes à identidade da marca;
- características de identificação com o público: algo que o público quer ser, atributos e atitudes que a criança admire ou com os quais se identifique;
- capacidade de relacionamento: o personagem deve ser capaz de estabelecer um relacionamento com o público, deve criar uma ligação emocional;
- o cenário: a ambientação e o contexto do personagem, o mundo que é expresso pelo personagem e com o qual ele se relaciona diretamente;
- os aspectos físicos: como em qualquer projeto, os elementos concretos – o desenho, os traços, as roupas e cores – são o final do processo, expressando o estilo, a personalidade e os atributos mais adequados.

É muito importante valorizar os aspectos emocionais do personagem, definir como e quando se expressam nele suas emoções: amor, tristeza, alegria, medo ou raiva. Outro ponto fundamental a ser considerado são os valores dos pais, pois não deve haver conflito entre o que é proposto às crianças e o que os pais aprovam.

Abraços!

            www.marketinginfantil.com.br